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28 de junho de 2017

Angola defronta favoritas na primeira fase da prova

O sorteio realizado ontem às 14h00, no país sede da prova, colocou o "sete" nacional na série encabeçada pela França, campeã do Mundo em 2003 na Croácia e medalha de prata nos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. As campeãs africanas vão defrontar ainda na fase preliminar, na cidade alemã de Trier, a Roménia, a Espanha, a Eslovénia e o Paraguai. Detentora do título mundial, a Noruega encabeça o Grupo B, em Bietighem-Bissigengen, ao lado da Suécia, República Checa, Hungria, Argentina e Polónia. A série C, que vai decorrer em Oldenburgo, tem à testa a Dinamarca e integra a Rússia (campeã olímpica), Brasil, Montenegro, Japão e Tunísia.

 No Grupo D, com sede em Leipzig, estão Holanda, Alemanha, Sérvia, Coreia, China e  Camarões. Dez anos depois da histórica vitória de Angola sobre a França, no Mundial de 2007, por 29-27, num campeonato onde as angolanas registaram a melhor performance de sempre, as selecções voltam a encontrar-se em mundiais. Para a história ficou o triunfo da campeã africana sobre uma das principais candidatas ao título mundial, no seu próprio reduto, numa época em que as internacionais angolanas Ilda Bengue, Marcelina Kiala e Justina Praça actuavam nos clubes franceses do Dijon e Besançon. 

A completar 27 anos de participações ininterruptas (a estreia aconteceu em 1990, na Coreia do Sul), as Pérolas de África ocuparam o 13º posto em 2001, na Itália, o sétimo lugar em França’2007, o 11º na China’2009 e o oitavo no Brasil’2011, como melhores classificações. Ilda Bengue, Marcelina Kiala, Nair Almeida e Luísa Kiala são as jogadoras

que mais se destacaram, com a última a manter a marca do número recorde de participações em campeonatos do Mundo, num total de sete. Angola ocupou o último lugar nas duas primeiras participações, na Coreia do Sul e na Noruega em 1993, provas nas quais competiram apenas 16 selecções. No Mundial seguinte, em 1995, numa organização conjunta da Hungria e Áustria, a equipa nacional ocupou o 16º posto, à frente dos EUA, Costa do Marfim, Brasil e Canadá, num total de 20 participantes.

 Dois anos depois, em 1997, na Alemanha, já com o actual formato de 24 selecções, Angola manteve o décimo sexto posto, subindo um degrau, na edição de 1999, noutra organização conjunta, desta feita entre a Noruega e a Dinamarca. No Mundial de 2001, em Itália, registou uma ascensão significativa. Subiu ao 13º lugar e conseguiu, pela primeira vez, vencer equipas europeias. Em 2003, na Croácia, houve um retrocesso. O “sete” nacional voltou a posicionar-se num modesto 17ª lugar, à semelhança do que viria a acontecer em 2005, na Rússia.

Entre 2007 em França e 2011 no Brasil, com passagem por 2009 na China, as Pérolas de África conseguiram as  melhores classificações de sempre, derrotando selecções de topo mundial, como da França, Croácia, Dinamarca, Coreia do Sul e Alemanha. Mas em 2013 na Sérvia e na última competição em 2015 na Dinamarca, as angolanas voltaram a cair na tabela, terminando em ambas as provas no 16º lugar. A preparação das campeãs africanas começou a 5 de Junho, com o estágio em Gaia, Portugal, já sob a orientação do dinamarquês Morten Soubak. 

 

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