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25 de maio de 2016

Angola pode ter novo Código Penal até final do ano

Rui Carneiro Mangueira, que falava no final da cerimónia de encerramento do seminário de Consulta Especializada do Ante-projecto de Código Penal, disse que as consultas e recolhas de reclamações estão abertas até ao final deste mês, para de seguida ser encaminhada para o Titular do Poder Executivo.

O ministro disse não poder precisar datas, mas acreditar que a Assembleia Nacional vai colocar nas suas prioridades o Código Penal, que trata de novas questões como os crimes de natureza sexual, informáticos, ao consumidor e ao mercado, em virtude de todo o desenvolvimento económico e social em Angola e no mundo.

O seminário de consulta especializada do ante-projecto de código penal, iniciado na segunda-feira, recomendou ponderar sobre uma melhor e regular   aplicação da Lei Penal mais favorável nos casos de despenalização.

Aconselhou maior impulso aos trabalhos de criação da Lei Especial de Responsabilidade Penal Juvenil, tida como essencial para a aplicação do código naquilo a que a criminalidade juvenil diz respeito.

Pediu maior clarificação dos conceitos utilizados, evitando, ao máximo possível, a utilização de conceitos indeterminados e que se reflicta sobre a necessidade de determinação da pena de multa instituindo uma unidade de referência processual e fiscal para o sector da justiça.

Recomendou ainda, no crimes contra a família, a consagração do crime autónomo de incesto, repensar a dosemetria das penas dos crimes sexuais, e dos crimes no seu todo, face à preocupação de uma eventual brandura das penas propostas.

Ponderar, no nº 3 do artigo 202, sobre a substituição do actual quadro de intervenção facultativa do Ministério Público para um obrigatório de acção penal nos crimes sexuais contra menores, tendo em conta o superior interesse do petiz.

Os participantes exigiram que se decida sobre a natureza jurídica da mutilação feminina e, consequentemente, sobre o tratamento respectivo da matéria a nível do código penal.   Participaram juízes conselheiros de tribunais superiores, juízes presidentes e de direito de tribunais provinciais, procuradores dos distintos níveis da magistratura do Ministério Público, oficiais de justiça, advogados e representantes de departamentos ministeriais. 

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