Angola pode ter novo Código Penal até final do ano
Rui Carneiro Mangueira, que falava no final da cerimónia de encerramento do seminário de Consulta Especializada do Ante-projecto de Código Penal, disse que as consultas e recolhas de reclamações estão abertas até ao final deste mês, para de seguida ser encaminhada para o Titular do Poder Executivo.
O ministro disse não poder precisar datas, mas acreditar que a Assembleia Nacional vai colocar nas suas prioridades o Código Penal, que trata de novas questões como os crimes de natureza sexual, informáticos, ao consumidor e ao mercado, em virtude de todo o desenvolvimento económico e social em Angola e no mundo.
O seminário de consulta especializada do ante-projecto de código penal, iniciado na segunda-feira, recomendou ponderar sobre uma melhor e regular aplicação da Lei Penal mais favorável nos casos de despenalização.
Aconselhou maior impulso aos trabalhos de criação da Lei Especial de Responsabilidade Penal Juvenil, tida como essencial para a aplicação do código naquilo a que a criminalidade juvenil diz respeito.
Pediu maior clarificação dos conceitos utilizados, evitando, ao máximo possível, a utilização de conceitos indeterminados e que se reflicta sobre a necessidade de determinação da pena de multa instituindo uma unidade de referência processual e fiscal para o sector da justiça.
Recomendou ainda, no crimes contra a família, a consagração do crime autónomo de incesto, repensar a dosemetria das penas dos crimes sexuais, e dos crimes no seu todo, face à preocupação de uma eventual brandura das penas propostas.
Ponderar, no nº 3 do artigo 202, sobre a substituição do actual quadro de intervenção facultativa do Ministério Público para um obrigatório de acção penal nos crimes sexuais contra menores, tendo em conta o superior interesse do petiz.
Os participantes exigiram que se decida sobre a natureza jurídica da mutilação feminina e, consequentemente, sobre o tratamento respectivo da matéria a nível do código penal. Participaram juízes conselheiros de tribunais superiores, juízes presidentes e de direito de tribunais provinciais, procuradores dos distintos níveis da magistratura do Ministério Público, oficiais de justiça, advogados e representantes de departamentos ministeriais.
Notícias
A reforma que está a ser operada no sector da justiça em Angola é a mais profunda, desde a data da independência nacional (11 de Novembro de 1975), na organização do poder judicial do Estado, mormente dos tribunais que integram a sua jurisdição.
O ministro da comunicação social, João Melo, reiterou, ser compromisso do seu pelouro continuar a criar condições para um sistema de comunicação livre, plural, aberto, sério, credível e diversificado.
Luanda - O Presidente da República, João Lourenço, desloca-se sexta-feira (3), em visitas de trabalho, às províncias do Namibe e Cunene.
Empresários alemães estão entusiasmados em participar no fórum económico, a ser aberto hoje pelo Presidente João Lourenço, afirmou ontem, em Berlim, o ministro das Relações Exteriores.






