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27 de abril de 2017

Comboio dinamiza a economia nacional

Em 15  anos de paz, a julgar pelos efeitos imediatos que este gigante  do sector  dos Transportes trouxe no capítulo da livre circulação de  pessoas e  bens.Todos os dias, é visível a satisfação de centenas de passageiros que desembarcam na estação principal de Menongue, carregando consigo quantidades de mercadorias, com realce para peixe seco ou fresco, produtos do campo, material de construção, gás de cozinha e viaturas, entre outros equipamentos, que chegam ao consumidor a um preço baixo.

A reportagem do Jornal de Angola sabe que, o Caminho-de-Ferro de Moçâmedes (CFM) começa no Porto do Namibe e termina na cidade de Menongue, numa extensão de 756 quilómetros, ao longo dos quais foram construídas 56 estações para o embarque e desembarque de passageiros e de mercadorias, valiosas infra-estruturas que têm  contribuído para o crescimento do bem-estar da população. Desde 2012, período em que o CFM começou com as operações comerciais, até agora, o comboio transportou pouco mais mil milhões de toneladas produtos diversos e perto de dois milhões de passageiros, cifras que ilustram bem a importância deste meio de transporte, que mudou para melhor a vida dos camponeses, empresários e dos cidadãos de outras franjas da sociedade. Presentemente, o CFM transporta mensalmente cerca de 65 mil passageiros e milhares de toneladas de mercadorias diversas, números que estão a animar muito o governo provincial e o Conselho de Administração do CFM que já pensa, para este ano, colocar à disposição dos empresários um comboio expresso, tendo em atenção a celeridade que o mundo dos negócios exige.

O Caminho-de-Ferro de Moçâmedes constitui, nos dias de hoje, a principal porta de entrada de pessoas que pretendem visitar familiares, amigos e trocas comerciais assim como a venda dos produtos do campo, porque, além de o comboio proporcionar uma viagem cómoda, os comerciantes conseguem obter lucros “fabulosos” nos seus negócios, devido ao baixo custo que se paga na transportação de mercadorias. Actualmente, o comboio do CFM realiza semanalmente 10 viagens entre as cidades de Menongue e do Lubango e vice-versa, sendo quatro comboios de passageiros e seis mistos e ainda um outro suburbano que liga a localidade do Nagombe ao Poires, atravessando a cidade do Lubango que, desde 2012, já transportaram mais de um milhão e 200 mil passageiros para vários destinos. Dados do CFM apontam, que semanalmente os comboios circulam regularmente entre as cidades do Namibe e de Menongue, passando pelo Lubango, para o transporte, exclusivamente, de grandes quantidades de gás de cozinha, estando em curso a criação de condições no Cuando Cubango de tanques gigantes para a descarga de outros derivados do petróleo.

Construção de estradas
Nestes 15 anos de paz, foram construídos e reabilitados na província mais de 500 quilómetros de estrada, sendo no troço rodoviário Menongue/Cuito Cuanavale, num percurso de 188 quilómetros, Menongue/Caiundo (135 quilómetros), Menongue/Cuchi (93 quilómetros), Menongue/Rio Cuelei (70 quilómetros) e cerca de 30 quilómetros de estradas secundárias e terciárias na capital do Cuando Cubango. Estas infra-estruturas rodoviárias permitiram uma melhor circulação de pessoas e bens. Com esse projecto, o governo provincial leva com melhor facilidade os principais serviços sociais básicos à população em todos os municípios, comunas, aldeias e quimbos da região.

A construção destas estradas só foi possível devido ao processo de desminagem em curso na província, que permitiu remover e destruir milhares de engenhos explosivos e munições diversas, sobretudo nas localidades de Missombo, Jamba Cueio, Cuchi, Cuito Cuanavale, Mavinga e Rivungo, que tinham um nível elevado de minas. Os trabalhos foram desenvolvidos pelas brigadas de desminagem das Forças Armadas Angolanas (FAA), do Instituto Nacional de Desminagem (INAD) e da ONG britânica “The Hallo Trust” e, a par da construção de estradas, foram também executados diferentes projectos sociais. O Governo Provincial do Cuando Cubango tem ainda como prioridade para os próximos tempos a construção de quatro mil quilómetros de estrada que vão ligar Cuito Cuanavale/Mavinga/Rivungo, Rivungo/Jamba/Buabuata/Bico de Angola, Cuito Cuanavale/Nancova, Mucusso/Dirico e Caiundo/Cunene. 

Educação e saúde
No sector da Educação, a província ganhou 262 escolas que correspondem a 3.011 salas de aula que permitiram, no presente ano lectivo, matricular cerca de 200 mil alunos da iniciação à 12ª classe, que são assegurados por quatro mil professores. A criação da Universidade Cuito Cuanavale (UCC), afecta à VIII Região Académica e que abrange as províncias do Cuando Cubango e do Cunene, deu um outro impulso no processo de ensino e aprendizagem na província, tendo em vista que hoje muitos jovens já não precisam de deslocar-se para outras regiões do país ou para o exterior para fazer o ensino superior.

O Cuando Cubango, que alberga a sede da Universidade Cuito Cuanavale, conta com quatro unidades orgânicas com os cursos de Biologia, Matemática, Informática para Gestão, Enfermagem e Gestão de Hotelaria e Turismo. No presente ano académico, estão matriculados 2.180 estudantes. No ano passado, a Universidade Cuito Cuanavale graduou pela primeira vez 268 estudantes licenciados na província do Cuando Cubango. Neste ano, está prevista a outorga de 310 nas especialidades de Biologia, Matemática, Enfermagem e Informática para Gestão.

Na área da Saúde, foram construídas 106 unidades sanitárias, com destaque para um hospital provincial e quatro municipais, uma maternidade, um centro ortopédico, 18 centros e 79 postos de saúde, que contam com a cobertura 1.372 trabalhadores, dos quais 35 médicos e 823 enfermeiros nacionais e estrangeiros. No sector da Saúde, o principal ganho recai para o novo hospital provincial com capacidade de 250 camas de internamento, que está devidamente apetrechado com equipamentos modernos, faltando apenas a sua inauguração. 

Essa infra-estrutura foi construída numa área de 12 mil metros quadrados, a cargo da empresa espanhola Makibev e vai contar com quatro blocos operatórios, laboratórios e morgue, entre outras áreas.O novo hospital provincial vai prestar serviços de medicina interna, estomatologia, otorrino, ortopedia, pediatria, oftalmologia, cirurgia reconstrutiva, cardiologia, dermatologia, fisioterapia, nutrição, urologia, neurocirurgia, cuidados intensivos, psicologia, ginecologia-obstetrícia, anestesia e outras patologias.

Hotelaria e Turismo
O sector da Hotelaria e Turismo na província do Cuando Cubango conheceu melhorias significativas com a construção de muitos estabelecimentos hoteleiros que têm estado a dar resposta em termos de acomodação condigna aos turistas e empresários estrangeiros e nacionais que visitam a região. A província conta neste momento com quatro hotéis, três pensões, oito hospedarias e igual número de aldeamentos turísticos nos municípios de Menongue, Cuito Cuanavale, Cuchi, Cuangar, Calai e Dirico, com um total de 450 quartos, o que corresponde a 529 camas.

A Direcção do Comércio, Hotelaria e Turismo controla também 28 restaurantes e similares que permitiram gerar cerca de 700 postos de trabalho para cidadãos nacionais e expatriados. O Jornal de Angola apurou que, antes da conquista da paz em 2002, o Cuando Cubango contava apenas com oito unidades hoteleiras nos municípios de Menongue, Cuchi, Calai e Cuito Cuanavale com pouco mais de 100 camas, que não correspondiam à procura das pessoas que visitavam a província, por diversos factores. Outro ganho da província, durante os 15 anos da conquista da paz efectiva, recai para o projecto de produção de ferro gusa no município do Cuchi, que prevê, a partir do segundo semestre deste ano, começar a extracção de ferro para posterior transformação em ferro gusa.

O projecto, que vai produzir anualmente 96 mil de ferro gusa, implementado numa área de 62.500 metros quadrados, está avaliado em 800 milhões de dólares e está a cargo da empresa brasileira Modulax, especializada na produção de ferro gusa. Este projecto prevê gerar cinco mil postos de trabalho. Neste momento, já foi construída a primeira base onde vai ser montado o primeiro alto-forno para fundir o ferro, 60 dos 2.000 fornos previstos para o fabrico de carvão e dez silos para o armazenamento do carvão que vai transformar o minério do Cutato em ferro gusa. A empresa brasileira Modulax já tem concentrado, praticamente, no município do Cuchi todo o material para a instalação dos equipamentos para o início da exploração de ferro.  

O projecto, aprovado pelo Executivo no quadro da diversificação da economia nacional, a par da produção do ferro gusa, inclui também a implementação de 50 fazendas que anualmente prevêem fornecer entre 300 e 400 mil cabeças de gado bovino. Cada fazenda vai ter uma área de cinco mil hectares, parte das quais reservadas à plantação de eucaliptos para gerar 26 megawatts de energia renovável para alimentar os alto-fornos.A província ganhou, no capítulo do fornecimento de energia, uma central térmica com capacidade de dez megawatts na cidade de Menongue e uma outra de 7,5 no município de Menongue.

Outros projectos
No sector das Águas, foram construídas três centrais de captação, tratamento e distribuição de água potável nos municípios de Menongue, Cuito Cuanavale e Calai, bem como centenas de pequenos sistemas de abastecimento de água potável em todos os municípios. Em 2013, beneficiou do projecto da Fazenda Agro-Industrial do Longa, no município do Cuito Cuanavale, destinada à produção em grande escala de arroz. O perímetro irrigado do Missombo, a ampliação do aeroporto Comandante Cuenha e do 23 de Março, a construção da escola de formação de técnicos de saúde, a obra em curso da Universidade Cuito Cuanavale e a construção de centenas de residências do tipo T-3 no bairro Tucuve, arredores da cidade de Menongue, foram outros projectos levados a cabo.

A inauguração de uma nova ponte de betão armado sobre o rio Cuito, no município do Cuito Cuanavale, que tem capacidade de suportar até 90 toneladas, com 190 metros de comprimento e 11 de largura, que substituiu uma outra que foi destruída em 1987 durante a batalha do Cuito Cuanavale pelas tropas sul-africanas do regime do apartheid, é outro ganho.

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