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5 de junho de 2018

Diferença de ganhos prejudica as nações

Num novo relatório divulgado a 30 de Maio, sob o título “Potencial Não Realizado: O Alto Custo da Desigualdade de Género nos Lucros”, examina-se o custo económico da desigualdade de género no capital humano perdido. O estudo vem antes da reunião do G7, actualmente chefiado pelo Canadá, que está comprometido  em garantir a igualdade de género e o empoderamento das mulheres integradas em todos os temas, actividades e iniciativas do G7 durante a sua Presidência.

O mundo está essencialmente a deixar 160 mil milhões de dólares na mesa, quando negligenciamos a desigualdade de renda ao longo da vida entre homens e mulheres”, disse a administradora do Banco Mundial, Kristalina Georgieva. “Este é um lembrete gritante de que os líderes mundiais precisam agir agora e agir de forma decisiva, para investir em políticas que promovam mais e melhores empregos para as mulheres e igualdade de remuneração no trabalho”.

Em quase todos os países as mulheres enfrentam barreiras para participar plenamente da força de trabalho e ganhar tanto quanto os homens. Por causa disso, as mulheres representam apenas 38 por cento da riqueza em capital humano do país, definida como o valor dos ganhos futuros de seus cidadãos adultos, contra 62 por cento para homens. Em países de baixa renda e renda média-baixa, as mulheres representam apenas um terço ou menos da riqueza do capital humano.

Programas e políticas que facilitam o trabalho das mulheres, o acesso à infra-estrutura básica e aos serviços financeiros e o controlo da terra podem ajudar a alcançar a igualdade de género nos ganhos, refere o relatório do Banco Mundial. “A riqueza do capital humano representa dois terços da riqueza global em mudança das nações, bem à frente das formas naturais e outras formas de capital”, disse o economista chefe do Grupo do Banco Mundial e autor do relatório, Quentin Wodon. “Como as mulheres ganham menos do que os homens, a riqueza do capital humano no mundo é cerca de 20 por cento menor do que poderia ser”.

A riqueza resultante da desigualdade de renda entre homens e mulheres varia conforme a região. As maiores perdas, cada uma entre 40 mil milhões e 50 mil milhões de dólares, são observadas no leste da Ásia e no Pacífico, na América do Norte, na Europa e na Ásia Central. Isto ocorre porque essas regiões respondem pela maior parte da riqueza do capital humano no mundo. Perdas em outras regiões também são substanciais. No sul da Ásia, as perdas por desigualdade de género são estimadas em 9,1 mil milhões de dólares, enquanto são estimadas em 6,7 mil milhões na América Latina e no Caribe e 3,1 mil milhões no Oriente Médio e Norte da África.

 Na África Subsaariana, as perdas são estimadas em 2,5 mil milhões de dólares. Enquanto as perdas nos países de baixa renda são menores em termos absolutos do que em outras regiões, como uma parcela do “endowment” inicial em capital humano, as perdas são maiores do que para o mundo. O estudo faz parte de um programa de pesquisa mais amplo no Banco Mundial, que se beneficia do apoio do Governo do Canadá, da Fundação do Fundo de Investimento Infantil e da Parceria Global pela Educação.

A questão da igualdade de género nos ganhos é fundamental e requer intervenções em todo o ciclo de vida. O trabalho futuro vai considerar outros custos económicos relacionados à desigualdade de género, incluindo aqueles relacionados à fertilidade e ao crescimento populacional. “Há estimativas que mostram os custos e benefícios da igualdade de género para os principais sectores económicos e crescimento económico”, disse o director sénior do Grupo do Banco Mundial para o Género, Caren Grown. “Ao enfocar a riqueza, este estudo é uma adição única a essa literatura, já que a riqueza, e especialmente o capital humano, é a base de activos que permite aos países gerar renda futura”.




 

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