Segunda-feira, 16 de Junho de 2018
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15 de junho de 2018

Empresas francesas atraídas pelo investimento em Angola

O presidente do Comité de  Conselheiros do Comércio Externo da França,  em Angola, Frederico Crespo, disse ao Jornal de Angola que, no encontro com o estadista angolano, participaram algumas das maiores empresas agrícolas, uma área que é vista com potencial para o fortalecimento da cooperação entre os dois países, através do estabelecimento de sólidas parcerias. Frederico Crespo destacou a presença, no encontro, de empresas com larga experiência nos domínios da produção de algodão, frutas e cereais e de um consórcio de fábricas de tecnologia agrícola.

Foi bastante significativa a visita da delegação angolana a uma cooperativa agrícola de grande dimensão, que faz parte das dez maiores  da França , formada por 25 mil agricultores e tem uma facturação anual superior a mil milhões de euros. Para o empresário, radicado há muitos anos em Angola, a França pode dar um “grande contributo” à agricultura angolana em áreas como a formação de técnicos e apoio ao desenvolvimento das cooperativas, já que, disse, “apesar do país precisar de grandes empresários agrícolas e fazendas, o futuro passa pelo pequeno e médio agricultor”.

Esta é a chave e, aí, a França pode trazer um contributo muito importante”, sublinhou, notando que aquele país investe  há vários anos, dinheiro público na preparação de técnicos agrários, alguns dos quais tiveram bolsas em instituições de ensino francesas. Frederico Crespo ressaltou que o crescente clima de confiança dos investidores franceses no mercado angolano está também directamente ligado às alterações feitas pelo Executivo à Lei do Investimento, com a remoção de algumas “cláusulas inibidoras” para os homens de negócios.

As empresas francesas só investem em Angola se o clima de negócios for favorável e isso está a ser feito, reconhece o empresário, destacando os sinais de reforma da Lei do Investimento que estão a ser encetados pelo Governo. “A nova lei é benvinda, pois quanto mais facilidades houver para o investimento, seja ele nacional ou  estrangeiro, melhor, porque cria-se um bom ambiente de negócios”, acentua o líder dos conselheiros externos franceses em Angola.

Lembrou que havia “muitos entraves”, mas que Angola percebeu que há outros países na região, como o Ruanda, citado como estando a criar todas as condições para tornar o clima de negócios favorável. “Hoje está (Ruanda) acima de Angola em todos os ‘raking’s’ e este é um desafio que temos que vencer,  para o país continuar a progredir”, acrescentou.  Frederico Crespo adiantou que a visita do Chefe de Estado angolano a França e Bélgica deixou  perceber que os investidores estão “atentos e satisfeitos” com as medidas que estão a ser tomadas para a melhoria do ambiente de negócios.

Investimento em Malanje Segundo Frederico Crespo, a confiança das empresas francesas em Angola tem levado algumas a apostarem em investimentos para produção local de parte da sua matéria-prima. Num investimento de cerca de 50 milhões de dólares (11,9 mil milhões de kwanzas), a multinacional de cervejas Castel, por exemplo, vai produzir milho em Malanje, uma parte para ser transformado em “grit’s” para a produção de cerveja, ração animal e óleo alimentar.

Castel será uma das poucas com fundos próprios que tem investimento em todo o país - tem unidades industriais em Cabinda, Catumbela, Huíla, Benguela, Cuanza-Norte e Luanda - a apostar na produção em grande escala na área agrícola para suprir parte das suas necessidades de matéria-prima e este é um  bom exemplo”, sublinhou. Um dado considerado “importante” e que confirma a crescente confiança dos franceses no ambiente de negócios em Angola é o retorno da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD),  estando a financiar projectos ligados à água e energia, além de ter aumentado, em cerca de 150 milhões de dólares, a linha crédito para o desenvolvimento de pequenos e médios projectos agrícolas. Frederico Crespo considera que a balança comercial entre os dois Estados continua a ser favorável a Angola, fundamentalmente devido às exportações de petróleo e gás.




 

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