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11 de julho de 2017

Encontro no Eliseu

O desejo foi manifestado durante a audiência que o Chefe do Estado francês concedeu ao ministro da Defesa Nacional, no Palácio do Eliseu, sem a presença da imprensa. O encontro serviu para João Lourenço entregar uma mensagem do Presidente José Eduardo dos Santos ao seu homólogo Emmanuel Macron. Em declarações à imprensa, no final da audiência que o Presidente francês concedeu ao ministro da Defesa Nacional, João Lourenço, Manuel Augusto avaliou o encontro de positivo, tendo realçado que “a missão foi cumprida”. Durante o encontro, segundo Manuel Augusto, o Presidente francês demonstrou ter um conhecimento apurado da situação política em Angola. “As relações entre os dois países são boas e o Presidente Emmanuel Macron prometeu colocar à disposição de Angola todos os mecanismos de cooperação que a República francesa tem e os que poderá vir a criar”, disse.

Manuel Augusto disse  que o ministro da Defesa Nacional deu a conhecer ao anfitreão a evolução da situação política em Angola, nomeadmente o processo eleitoral que culminará com as eleições marcadas para 23 de Agosto, e garantiu que Angola tem vontade de manter e melhorar as relações com as autoridades francesas. A França continua a ser uma potência mundial e pode ser uma mais-valia para o esforço que está a ser empreendido pelo Executivo angolano no sector da economia e na melhoria da qualidade de vida da população, frisou Manuel Augusto. As autoridades angolanas têm estado a chamar atenção para a necessidade de se ver a crise económica mundial como oportunidade para os países mais desenvolvidos e os que estão em vias de desenvolvimento trabalharem juntos, numa cooperação com ganhos recíprocos. Angola precisa principalmente do saber e da tecnologia francesa. Na política externa, numa altura em que o país lidera a Conferência Internacional da Região dos Grandes Lagos, Angola espera uma maior sincronização política para a estabilidade e segurança da região.

Relações dinâmicas

O secretário de Estado das Relações Exteriores, Manuel Augusto afirmou que uma nova dinâmica nas relações bilaterais constitui uma das pretensões entre dos governos de Angola e da França.   As relações político-diplomáticas e de cooperação entre Angola e França tiveram início a 17 de Fevereiro de 1976, ano em que Paris reconheceu a Independência de Angola, culminando com a assinatura, a 26 de Julho de 1982, do Acordo Geral de Cooperação. Em Janeiro, durante uma audiência que o ministro João Lourenço concedeu ao embaixador de França em Angola, Sylvain Itté, foram analisados os passos para um futuro acordo na área da defesa e segurança.

Na audiência,as partes analisaram igualmente aspectos relacionados com a vigilância marítima e o papel que Angola pode desempenhar no processo de reestruturação das Forças Armadas Angolanas de alguns países da região, com realce para a República Centro Africana (RCA). Sylvain Itté destacou o trabalho de Angola para a pacificação e estabilização da Região dos Grandes Lagos e do continente, sendo hoje um dos países que pode assumir um papel fundamental na manutenção da paz. A cooperação entre os dois países assenta em três pilares. O primeiro abrange a ajuda que Angola pode prestar aos países da região na reestruturação das forças armadas desses Estados. “Pensamos em primeira instância, na República Centro Africana, onde Angola tem já desempenhado um papel importante do ponto de vista político”, disse o embaixador Sylvain Itté, que na ocasião se fez acompanhar do adido de Defesa, Jean François Auran.

 Enviado do Presidente José Eduardo dos Santos em Roma

Uma mensagem do Chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, é entregue hoje ao primeiro-ministro da Itália, Paolo Gentiloni, pelo ministro da Defesa Nacional, João Lourenço, que chegou hoje a Roma. Segundo o embaixador de Angola na Itália, Florêncio de Almeida, a mensagem inscreve-se no quadro do reforço das  relações de cooperação nos domínios político diplomático e económico  entre os dois pais. O Presidente José Eduardo dos Santos esteve na Itália em visita oficial em Julho de 2015.  A Itália foi o primeiro país da Europa Ocidental a reconhecer a independência de Angola, no dia 18 de Fevereiro de 1976, e a 4 de Junho, do mesmo ano, estabeleceu-se relações diplomáticas entre os dois países.

Segundo dados do Instituto Italiano de Estatísticas, a balança comercial entre Angola e a Itália, em 2016, foi de 219,9 milhões de euros, favorável à Angola. As importações cifraram-se em 188 milhões de euros. Este dado evidencia uma forte contracção (-26,8%) em comparação ao ano de 2015. As importações angolanas são constituídas basicamente por maquinaria, produtos alimentares, bebidas, têxteis e vestuário. Em 2011, Angola tornou-se, pela primeira vez,  no grande fornecedor energético da Itália, exportando para aquele país europeu mais de 20 milhões de barris de petróleo, devido à crise da Líbia e às sanções então impostas ao Irão. Angola é o terceiro parceiro comercial da Itália na África Subsaariana, depois da África do Sul e da Nigéria.  Acompanhao ministro da Defesa Nacional, João Lourenço, o secretário de Estado das Relações Exteriores, Manuel Augusto.

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