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9 de outubro de 2017

Forças Armadas fazem 26 anos com aposta na modernização

O acto central decorre na 101ª Brigada de Tanques, localizada na comuna da Funda, com a presença do ministro da Defesa Nacional, Salviano Sequeira, e conta com a participação de integrantes dos três ramos das Forças Armadas Angolanas (FAA). A reestruturação em curso surge na sequência de uma avaliação global do efectivo e do diagnóstico em termos de equipamento, realizados em 2007 e 2008. O objectivo é tornar as FAA mais modernas e prontas para responderem aos desafios internos e externos, principalmente para operações de apoio à paz.

As Forças Armadas Angolanas também têm obrigações nas regiões em que o país está inserido, como é o caso da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), da Comunidade Económica da África Central (CEEAC), dos Grandes Lagos e na União Africana. “Existe um programa estratégico de desenvolvimento de Angola até 2025 e as FAA estão enquadradas nesse processo”, disse recentemente o chefe do Estado-Maior General das FAA, general de Exército Geraldo Sachipengo Nunda, para acrescentar que, do ponto de vista militar, embora a directiva tenha o carácter de poder ser actualizada de acordo com a realidade do país, as Forças Armadas Angolanas estão a fazer um esforço para implementar o programa de reedificação.

Outra missão importante das FAA é o trabalho de desminagem e o apoio ao Governo em questões mais críticas, como quando existem enxurradas ou cheias, como aconteceu no Cunene, e também em casos de epidemia, como o marburg, em que as Forças Armadas tiveram de trabalhar para confinar a doença à cidade do Uíge e eliminar a doença. Prioridades do Presidente O Presidente da República, João Lourenço, no seu discurso de investidura, garantiu que vai ocupar-se em modernizar as FAA e dar passos sólidos tendentes à criação de uma indústria de defesa. João Lourenço disse que vai continuar a dar prioridade à preservação da unidade e coesão nacional, à preservação da paz e da estabilidade e à diminuição dos níveis de criminalidade urbana e de delinquência juvenil.

 Por isso, sublinhou, vai reforçar a competência operativa da Polícia Nacional e dos órgãos de inteligência, dando primazia à acção preventiva, não descurando a melhoria da acção dos serviços de investigação criminal, com garantia de superação e actualização profissional. Em Julho, ainda como ministro da Defesa Nacional, o Presidente da República esteve na China e disse contar com apoio daquele país para modernizar as Forças Armadas, através de uma cooperação para reequipar e potenciar as capacidades de defesa, sobretudo pela modernização da técnica de combate e operacionalidade.

Numa visita que teve como objectivo reforçar a cooperação no domínio militar, João Lourenço referiu que o Governo       pretende avançar com a consolidação e reforço do processo de modernização das FAA, referindo investimentos nas infra-estruturas e nos recursos humanos para o alcance da excelência e domínio da técnica militar. “Trata-se de um esforço ingente, mas necessário do Executivo, que conta com a parceria privilegiada de vários países amigos, entre os quais se inscreve a República Popular da China, com quem temos acordos assinados no domínio da defesa e das respectivas forças armadas, com predominância para o acordo de cooperação no domínio da ciência e tecnologia e indústria para a defesa nacional dos dois países", disse na altura, sublinhando que existem progressos no processo de reequipamento das FAA em todos os seus ramos, Exército, Força Aérea Nacional e Marinha de Guerra Angolana.

Particular atenção gostaríamos de prestar ao lançamento efectivo da indústria militar angolana, com parceria de empresas chinesas, algumas das quais já identificadas e nos moldes que vierem a ser definidos”, disse João Lourenço. Da criação em tempos difíceis à modernização do efectivo As Forças Armadas Angolanas (FAA) celebram terça-feira, 9 de Outubro, 26 anos da sua criação e na defesa e salvaguarda da independência e da integridade territorial da República de Angola. Nesta data, ao abrigo dos Acordos de Bicesse, as ex-Forças Armadas Populares de Libertação de Angola (FAPLA) e as extintas Forças Armadas de Libertação de Angola (FALA) fundiram-se, em 1991, num Exército Nacional único, dando origem as Forças Armadas Angolanas.

Criado o exército único, no âmbito do princípio de subordinação à autoridade política, as FAA, apartidárias, obedecem aos órgãos de soberania competentes e respeitam a Constituição e outras leis da República de Angola. O processo de criação das FAA, que teve início tão logo entrou em vigor o cessar-fogo e, conforme os acordos de Bicesse, começou com o período de formação de quadros, que deveria terminar na data das eleições, em 1992. O período de formação terminou com a extinção formal das FAPLA e das FALA, cuja declaração foi feita em 27 de Setembro de 1992.

Com o acto, foram empossados, no dia seguinte, os generais João Baptista de Matos, pelas FAPLA, e Arlindo Chienda Pena “Ben Ben”, pela UNITA. As FAA, no quadro do seu processo de reedificação, apostaram firmemente na formação, no país e no exterior, dos seus quadros, para ganhar tempo, enquanto se vão adequando as instituições de ensino às exigências dos desafios do presente e do futuro. No âmbito da modernização que se pretende nas FAA, o Estado Maior General tem melhorado na selecção de novos efectivos a incorporar no Exército Nacional, trazendo para as suas fileiras o melhor da juventude.




 

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