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6 de outubro de 2016

Formação de quadros tem grande investimento

A formação do homem, fundamental para o desenvolvimento e o progresso do país, é prioridade do Executivo angolano conforme o Plano Nacional de Quadros que estabelece acções conformadas aos desafios do contexto político, social e económico. A promoção da educação e ensino para o alcance dos objectivos traçados e inverter a importação do capital humano estrangeiro conta com a participação de instituições públicas e privadas credenciadas para a formação de quadro pelo Ministério do Ensino Superior. As condições climáticas, a tradição académica, a hospitalidade da sua gente e o número da população fazem do Lubango a cidade atractiva da VI Região Académica para investimentos de operadores privados no ensino superior e de estudantes de outras regiões. Joana Isabel dos Santos, 26 anos, é natural de Cabinda e preferiu deixar, em 2012, a terra natal para dar continuidade aos estudos no ensino superior, no Lubango, província da Huíla. Ela explica que foi atraída pelo clima ameno do Lubango e pela fama que a cidade tem na formação de técnicos superiores. Depois de chegar às Terras Altas da Chela pesquisou e escolheu o Instituto Superior Politécnico Independente (ISPI), onde estudou até 2015 o curso de Ciências da Comunicação, que frequentou antes no Instituto Médio Politécnico João Paulo II de Cabinda. Joana declara que a formação correspondeu com as expectativas pessoais pelas condições pedagógicas encontradas, pela capacidade e excelência dos professores  na transmissão dos conhecimentos científicos. Belita, como é carinhosamente conhecida nas terras do Mayombe, sai do Lubango com o sentido de missão cumprida porque leva na bagagem o diploma de fim de curso, recebido em cerimónia presidida pelo governador provincial da Huíla João Marcelino Tyipinge. A técnica de comunicação faz questão de sublinhar que a bagagem está também carregada de conhecimentos e competências para trabalhar como repórter nos órgãos de comunicação social, assessora de imprensa, publicitária e relações públicas ou protocolares em qualquer parte do território nacional.

  Frutos da segunda colheita Joana Santos deixa a Huíla orgulhosa por cumprir  mais uma etapa da vida pessoal e também por integrar o segundo grupo de 206 técnicos superiores formados nos cursos de ciências da comunicação, direito, ciências de educação, finanças e contabilidade, sociologia, gestão e marketing, informática e gestão de empresas e engenharia informática, no Instituto Superior Politécnico (ISPI).  O director-geral da instituição, Francisco Chocolate, lembra que o primeiro grupo de 105 diplomados foi lançado no mercado em 2014 e, este ano, é a única instituição do ensino privado da Huíla a cumprir o calendário do ministério de tutela de entregar os diplomas aos finalistas.  Francisco Chocolate acrescentou que o Instituto Superior Politécnico Independente, projecto universitário da empresa Desenvolvimento do Ensino Angola (DEA), é a primeira escola privada a formar juristas e sociólogos e que continua a apostar na formação de excelência. Reforça que a instituição situada no monte do momento do Cristo Rei tem contrato com associação agro-pecuária Industrial e Comercial da Huíla, com a Direcção Provincial da Educação e outras instituições públicas e privadas como parte da estratégia para proporcionar estágio profissional aos formados.  A administradora da DEA disse que o ISPI regista  aumento de estudantes todos os anos. Neste ano lectivo conta com 3674 estudantes. Renata Pinda revela que, desde 2011, o ISPI já lançou 356 profissionais no mercado de trabalho e no final deste ano lectivo  prevê licenciar mais 453 estudantes.  “Os indicadores são bastantes animadores. A entrega de diploma não é uma mera formalidade, mas é um grande gesto de reconhecimento do mérito e de talento apresentado por todos”, afirmou, anunciando para o próximo ano abertura da Rádio ISPI FM.  O governador provincial da Huíla, João Marcelino Tyipinge, disse que a cerimónia de outorga de diplomas é momento único e especial que representa o culminar de anos de trabalho árduo dos dirigentes, professores e estudantes que agora manifestam o sentimento de que a missão de ensinar e aprender foi cumprida.

Aposta na pós-graduação   A reitoria da Universidade Mandume ya Ndemofayo já trabalha para salvaguardar a continuidade dos estudados dos licenciados na região académica e não só. Por isso aponta como principal desafio a abertura de cursos de pós-graduação e centros de investigação científica nas unidades orgânicas afectos a Universidade. O reitor Orlando da Mata anuncia que a prioridade desta aposta passa pela materialização de novos cursos de especialização, mestrado e doutoramento em função das necessidades de desenvolvimento da VI Região Académica.  Orlando da Mata reconhece que a Universidade precisa de ultrapassar desafios relacionados com o processo de ensino e aprendizagem como aprimoramento e implementação de um sistema de garantia de qualidade tendo como propósito a continuidade da conservação, produção e difusão da cultura e do conhecimento científico.  Para o efeito é necessário o investimento nas infra-estruturas, no acervo das bibliotecárias e apostas na formação contínua dos docentes e na institucionalizar os programas de extensão universitária. A Universidade Mandume ya Ndemofayo continua a promover relações privilegiados com instituições de referências, para atrair os melhores professores, estudantes e investigadores e garantir aos mesmos as melhores condições para um pleno desenvolvimento das suas capacidades e talentos.  “Dotar os estudantes com competências e habilidade exigidas no mercado de trabalho, dar melhor acompanhamento aos processos de avaliação dos planos curriculares e dos cursos ministrados na Universidade identificando as áreas prioritárias de formação para apoiar e desenvolver os curso de mestrados recentemente autorizados pelo ministério de tutela”, afirmou.

Universidade Mandume   As estatísticas formativas dos diplomados este ano pela Universidade Mandume ya Ndemofayo apontam para 692 estudantes, dos quais 508 licenciados e 184 bacharéis formados pelas Faculdade de Economia, Direito, Medicina, Escola Superior Pedagógica e Escola Superior Politécnica do Namibe.  O vice-reitor da Universidade, José Pedro, informou que entre os formados o destaque vai para gestores de empresas, economistas, juristas, médicos, professores de biologia, química, matemática, física, biologia marinha e do magistério primário, engenheiros ambientais, eléctricos e mecânicos.  José Pedro revela também que a reitoria selecciona os melhores quadros formados nas diferentes unidades orgânicas para exercer a missão de professores estagiários nas respectivas áreas de formação para suprir a carência de docentes na Universidade Mandume ya Ndemofayo.  O reitor Orlando da Mata disse que o acto corresponde à missão da Universidade Mandume ya Ndemofayo de produzir e difundir conhecimentos para a formação de cidadãos e profissionalmente qualificados para desenvolvimento de Angola. Orlando da Mata considera os novos licenciados outorgados pela primeira vez com diplomas assinados pela reitoria da Mandume ya Ndemofayo, numa cerimónia assistida por familiares, amigos e governantes como prenda para a padroeira da cidade porque acontece no mês das festas de Nossa Senhora do Monte.  As unidades orgânicas da Universidade Mandume ya Ndemofayo, criada em 2009, matricularam este ano lectivo, mais de dois mil cidadãos, numa altura em que o universo de formandos na VI Região Académica ultrapassa os seis mil estudantes.  Presente na cerimónia de outorga de diplomas, o vice-governador provincial da Huíla para o Sector Económico, Sérgio da Cunha Velha, apelou aos formados para porem à prova o conhecimento adquirido ao longo dos anos, reforçando que a província e o país contam com todos no processo de busca de soluções inovadoras para este contexto macroeconómico.

Mestres da educação   O Instituto Superior de Ciências da Educação (ISCED), pioneiro na formação de quadro superior na Huíla, mantém a sua tradição. A prova foi dada este ano com a outorga de diplomas a 1400 professores licenciatura e mestrados formados, nos dois últimos anos.  Apesar de formar quadros desde os anos 1980, esta foi a primeira vez que o ISCED Huíla assumiu a autonomia para outorgar diplomas com o logótipo da instituição aos 1125 licenciados e 285 mestres muito dos quais já a desempenhar funções no mercado de trabalho.  O director-geral do Instituto Superior  de Ciências da Educação, José Luís Alexandre, informou que do grupo dos licenciados 105 são professores de ensino de biologia, 83 de filosofia, 68 de física, 18 de francês, 91 de geografia, 184 de história, 46 de informática educativa, 17 de inglês, 63 de matemática, 119 de pedagogia, 193 de psicologia, 40 de português e 98 de química.  José Luís Alexandre acrescenta que dos 285 mestres, 145 são professores em desenvolvimento curricular e 140 do ensino de ciência, dos quais 48 de ensino de biologia, 21 física, 35 de matemática, 32 de ensino de química.  Os novos mestres e licenciados são chamados a dinamizar a promoção da imagem da instituição, dignificando a Instituto Superior de Ciências da Educação. A direcção tem a responsabilidade de trabalhar para a melhoria da qualidade do ensino. O director-geral disse que o ISCED Huíla continua apostado na formação de docentes com planos de formação pós-graduada dentro e fora do país.  A cerimónia de entrega de diplomas, antecedida das “Jornadas de reflexão sobre o impacto dos mestrados em desenvolvimento curricular e ensino de ciências do ISCED-Huíla e propostas para potenciar a qualidade de futuras edições”, contou com a presença da vice-governadora provincial da Huíla, Maria João Chipalevala.  O Instituto Superior de Ciências da Educação da Huíla, fundada a 30 de Agosto de 1980, já formou mais de 2689 licenciados nas especialidades de biologia, química, matemática, filosofias, pedagogia, psicologias, física, linguística portuguesa, inglês e francês.  O director-geral disse que um dos grandes problemas das edições anteriores do curso de mestrado é a carência de docentes nacionais com o grau de doutor, o que obriga o recurso a professores de Universidades estrangeiras. A primeira edição de mestrado iniciou em 2003 e a segunda em 2011.  O recurso aos professores das Universidades de Coimbra, Lisboa, Aveiro, Évora (Portugal), Windhoek, de São Paulo (Brasil) tem sido solução, quando a direcção do ISCED prevê nos próximos tempos prepara convénios com as congéneres de ACRA (Ghana) e Cairo (Egipto). “Estamos a trabalhar na troca de experiência para a assinatura de protocolos de cooperação com outras Universidades para que a terceira edição, cuja data está por definir, decorra com êxito e seja mais abrangente para todos os interessados”, afirmou.  O Instituto Superior de Ciências da Educação da Huíla que este no matriculou 6623 estudantes, conta com salas de aulas de nos municípios de Caluquembe, Caconda, Chibia e Matala. O ISCED conta com 147 professores, dos quais 126 nacionais.  Numa visita de constatação de três dias aos municípios em referência, o ministro do Ensino Superior, Adão de Nascimento, admitiu a possibilidade de transformar, nos próximos tempos, as salas de extensão do Instituto Superior de Ciências da Educação unidades de ensino consagrada na legislação em vigor em Angola.  Adão de Nascimento disse que a evolução destas salas passa pelo reenquadramento do conceito em prática nos municípios da Huíla conforme previsto na legislação do sector, no sentido de definir bases seguras para a melhoria da qualidade de ensino no interior da província.  O ministro do Ensino Superior frisou que o conceito actual de salas anexas, de extensão ou núcleos universitários aplicado actualmente pelos ISCED Huíla “não está previsto na lei angolana, o que implica repensar em função dos conceitos e tipologias de instituições de ensino superiores legalmente definidos”. Adão de Nascimento afirmou que a visita permitiu concluir que é necessários melhorar significativamente as condições técnicas e pedagógicas, de quadros, docentes e administrativos para a assegurar uma qualidade satisfatória que  não fique aquém do que se faz na sede da província.  “Definimos tarefas, algumas para o ministério de tutela, outras para o Governo da Huíla e para o Universidade Mandume ya Ndemofayo. A responsabilidade outorgada a cada organismo envolvido vai permitir apresentar um novo projecto de desenvolvimento do ensino superior nos municípios”, reforçou Adão de Nascimento, que explicou que entre as condições técnicas ou pedagógicas é necessário a melhorar infra-estruturas, laboratoriais, bibliotecárias, professores e repensar o conceito de instituição de ensino, num trabalho conjunto, cujo dossier vai terminar na apresentação de novas perspectivas para o ensino para aqueles municípios.  O Ministério do Ensino Superior trabalha nos programas curriculares para que no futuro próximo, com a aprovação e publicação da lei de base do sistema de educação e ensino, sejam definidas normas curriculares e pedagógicas que vão guiar a elaboração e concepção dos conteúdos das instituições do ensino superior.

Tradição académica   A vice-governadora provincial da Huíla para o Sector Político e Social, Maria João Chipalavela, considera o ISCED uma das primeiras instituições pós-independência a formar professores para o ensino secundário. Maria João Chipalevala disse que esta instituição tem o mérito de marcar a diferença no mundo da academia mantendo com os indicadores e capacidade de trazer diferença ao mundo da academia.  Maria João Chipalevala afirmou que é nesta academia que a investigação científica contribui para a produção de conhecimento como respostas aos problemas e desafios colocados aos sistemas educativos do país e em particular da província.  “Hoje em dia é universalmente aceite que as instituições do ensino superior sejam a principal fonte de formação da capital humana. Pois, elas contribuir para o desenvolvimento do pensamento científico a participar da análise crítica e da prática dos estudantes.”  Os licenciados e mestres diplomados têm a partir de agora novas responsabilidade pois a escola nova fez aumentar as exigências de modo a que possa responder com excelência, buscando a qualidade agentes de ensino e aprendizagem.  “O trabalho do professor hoje deve ir além do conteúdo programático porque é obrigada a formar novas gerações para a vida e trazer as competências para formar novas habilidades. Felicito o ISCED Huíla pela grande capacidade e competência na formação de quadros em Angola”, concluiu.    Reflexos do conhecimento   O governador provincial da Huíla, João Marcelino Tyipinge, acompanha a dinâmica de desenvolvimento das instituições ensino superior público e privado na VI Região Académica que este ano contribuíram com mais de 2298 quadros entre bacharéis, licenciados e mestres.  João Marcelino Tyipinge reconheceu o empenho de todas as escolas superiores da região, sobretudo as da província, na formação de capital humano qualificado mas entende que o conhecimento científico consolidado pelos formados deve se reflectir na busca de melhores soluções para os problemas da sociedade.  João Marcelino Tyipinge aconselhou os quadros recém-formados nas instituições do ensino superior público e privado da VI região académica a não esperar somente do funcionalismo público. Para o governador provincial os formando devem empreender e criar iniciativas de negócios que fomentem o emprego e auto-emprego e a diversificação da economia nacional.  Ao intervir na cerimónia de entrega de diploma do ISPI, o governador provincial lembrou que o país oferece várias possibilidades de negócios para quem tem visão de estudar o mercado e de identificar as oportunidades disponíveis, analisar a viabilidade económica dos projectos agropecuários, comerciais ou de prestação de serviços.  “Estamos satisfeitos porque o país está a formar muitos quadros que vão ajudar o país a crescer e desenvolver. Mas queremos também quadros formados que tenham iniciativas de negócios para produzir, prestar serviços e gerar mais empregos”, disse, e explicou que as   instituições do Estado não podem empregar todos.  João Marcelino Tyipinge disse que o Estado continua criar condições para o surgimento de novas instituições superiores que promovam a formação de quadros em várias especialidades para dinamizar o desenvolvimento cultural, político, social e económico.  “É preciso que os estudantes correspondam e tomem a iniciativa de criar microempresas para ajudar o governo a reduzir o desemprego, gerar riqueza e combater a pobreza. A economia precisa de força de trabalho capaz de dinamizar o progresso socioeconómico e cultura”, afirmou.  Os licenciados e mestres devem colocarem a prova os conhecimentos adquiridos ao longo da formação, já que a província e o país necessita de massa cinzenta nacional ara criar soluções inovadoras nas empresas neste contexto cada vez mais competitivo, disse João Marcelino Tyipinge, que acrescentou:  “Desejo muito sucesso, força e coragem para enfrentar esta nova etapa que se abre com este acto. Esta é apenas uma etapa de muitas outras que se seguirão. A formação não tem fim. Continue a aprofundar os conhecimentos. Esta deve ser a vossa aposta. Pense sempre que o que sabem é pouco e insuficiente.”  A estudante de Cabinda Joana Santos percebeu o legado desde o início, por isso apostou num estágio de um ano como repórter de imagem realizado na direcção provincial da empresa Edições Novembro, porque perspectiva abrir um negócio no sector de assessoria de comunicação, cobertura fotográfica de eventos e publicidade, caso não seja possível ter trabalho numa instituição na terra natal.  “Qualquer formado precisa de uma oportunidade de estágio académica numa instituição pública ou privada. Agradeço à direcção de Edições Novembro a oportunidade que me foi dada para estagiar no Jornal de Angola e outros títulos da empresa. Estou pronta para aplicar na prática todos os conhecimentos”, afirmou, confiante, a estudante que deu provas de talento na Redacção da Huíla.

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