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20 de janeiro de 2017

Instituição substituta do BESA tem o primeiro ano de ganhos

O administrador executivo do Banco Económico Pedro Cruchinho disse ao Jornal de Angola que os resultados, apresentados depois dos prazos legais, eram, desde Dezembro, conhecidos pelo BNA, que manteve uma  supervisão próxima da instituição, mesmo após as medidas de saneamento decididas em 2014. Para um primeiro ano de actividade, o resultado de 2015 foi positivo, até porque reflecte o aumento de “toda a métrica” do banco, variáveis como o número de clientes, volume de depósitos e das operações de crédito, considerou Pedro Cruchinho. “Os resultados de 2015 significam que os clientes estão a voltar ao banco”, acrescentou o presidente da Comissão Executiva, Sanjay Bhasin, na entrevista em que os números foram divulgados.

No ano passado, apontou o presidente da Comissão Executiva, a carteira de clientes cresceu em 15 mil - para cem mil clientes -, um aumento de 18 por cento, atribuído à associação de factores como a nova imagem comercial e a introdução de produtos “que protegem os clientes da desvalorização do kwanza”, acentuada naquela altura. O volume de depósitos aumentou 36 por cento - o que Sanjay Bhasin afirmou estar “acima da  média do mercado” -, em que o das empresas cresceu 42 por cento e o de particulares 22 por cento. O crédito às empresas cresceu 34 por cento e o do segmento de particulares 27, em resultado de novos critérios adoptados pelo Banco Económico, com os quais privilegia os empréstimos ao sector produtivo.

 O rácio de transformação - uma norma de gestão que deduz o crédito dos depósitos - foi de 20 por cento e o rácio de solvabilidade - uma norma prudencial - passou de 18,37 por cento em 2014, para 17,81 em 2015. “O rácio de solvabilidade referente ao exercício de 2014 situou-se nos 18,37 por cento e, em 2015, fixou-se nos 17.81. Em ambos os exercícios, o rácio de solvabilidade está acima do limite mínimo de dez por cento exigido pelo Banco Nacional de Angola”, admitiu o banco numa nota posterior à entrevista. “Desta forma, os rácios de solvabilidade apresentados pelo Banco Económico, nos exercícios de 2014 e 2015, estão acima do valor mínimo exigido pelo limite regulamentar, o que traduz o nível de robustez deste indicador”, acrescenta o documento.

Pedro Cruchinho disse que os resultados também reflectem o abrandamento da economia em 2015, com a queda do valor das exportações e das disponibilidades em divisas, mas o aumento da actividade doméstica compensou as perdas. No conjunto, houve uma queda das comissões de 12 por cento, mas resultados cambiais de 15 mil milhões de dólares beneficiaram da valorização da moeda norte-americana diante do kwanza e do euro. O Banco Económico também reduziu os custos operacionais em nove por cento, o que Pedro Cruchinho atribuiu ao corte dos custos com serviços auxiliares que deixou intocado o quadro de pessoal de mil trabalhadores. Sanjay Bhasin e Pedro Cruchinho revelaram que o banco conseguiu esses resultados graças a uma estratégia de crescimento assente na obtenção da sustentabilidade do capital e de liquidez a médio prazo. “Não estão previstos aportes de capital adicionais por parte dos accionistas”, revelou o administrador executivo.

O segundo passo da estratégia é o da elevação da base de clientes e dos depósitos, com uma gestão criteriosa da carteira de crédito.  O Banco Económico é detido pela Lektron Capital em 20,98 por cento, GENI Novas Tecnologias em 19,90, Sonangol EP com 16, a mesma percentagem que a Sonangol Vida, Novo Banco em 9,72 e Sonangol Holding em 7,40. Sanjay Bhasin citou dados que indicam que o banco é o quinto em dimensão de activos e o sexto em depósitos entre as duas dezenas de operadores do mercado nacional.

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