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31 de julho de 2017

Investidores portugueses apostam na exportação

João Luís Traços assegurou que neste momento, os investidores lusos com investimento em Angola estão a criar condições para não se limitarem apenas à realização de investimentos fixos. “Queremos tornar-nos em grandes compradores dos produtos angolanos”, afirmou. O gestor da Câmara de Comércio e Indústria Portugal-Angola, que falava à margem de um encontro que abordou o tema “Angola produtora e exportadora”, reconheceu que Angola tem um grande potencial de exportação de vários produtos  para o exterior, cabendo apenas aos empresários estarem mais atentos a isso para desenvolverem cada vez mais a economia do país.

 O presidente da Câmara de Comércio e Indústria Portugal-Angola frisou que Portugal, por se tratar de um país da União Europeia, constitui uma grande porta de entrada para os empresários angolanos passarem a investir também nos demais países pertencentes à Zona Euro. O  presidente da  Câmara de Comércio  Portugal- Angola disse ainda que o mercado portuês pode ser a janela de oportunidade de que Angola precisa para exportar os seus produtos para  outros países europeus. O empresário garante que os produtos angolanos são bem recebidos em Portugal,  sendo, para isso,  as  empresas portuguesas importantes para a diversificação e o  reforço da capacidade produtiva de Angola.

Hoje, são várias as empresas portuguesas e luso angolanas que possuem quadros portugueses e que estão na linha de desenvolvimento das capacidades produtivas angolanas, disse. João Luís Traças considerou o nível de cooperação fora do sector petrolífero entre as empresas portuguesas e angolanas muito exemplar, na medida em que as empresas  portuguesas actuam em quase todos os sectores do mercado angolano há muitos anos. “Esperamos que a situação melhore”. O encontro entre empresários portugueses  e angolanos visou criar condições para estreitar os laços entre os investidores de ambos os países e trabalhar mais para o desenvolvimento de Angola, enquanto país produtor e exportador. “Acreditamos que as empresas portuguesas, em parceria com as angolanas, consigam fazer deste objectivo uma realidade a curto prazo”, sublinhou .

João Luís Traços entende que a crise actual de Angola afectou muitos investimentos das empresas portuguesas, à semelhança do que aconteceu nos anos anteriores em Portugal, na sequência da crise financeira mundial que afectou os investimentos dos empresários quer no mercado português, quer no angolano. Para  João Luís Traços, neste momento, o grande desafio para todos os empresários que operam em Angola é a escassez de divisas que já se arrasta algum tempo, mas embora se tenha a  consciência de que a situação é passageira. O Executivo angolano realiza investimento fora do sector petrolífero para contornar a forte dependência do preço do crude que é volátil no mercado internacional.

O encarregado de Negócios da Embaixada de Portugal, Luís da Silva, disse que, tal como Portugal  que esteve mergulhado numa crise económica, Angola, se investir significativamente na diversificação da sua economi,a  vai conseguir sair de forma sustentada desta crise desafiante.  Luís da Silva sublinhou que as empresas portuguesas vão ser importantes parceiros nesse caminho conjunto para a diversificação e o reforço da capacidade produtiva de Angola. O presidente da Associação Industrial de Angola (AIA) disse que Angola se encontra numa região estratégica do continente africano que facilita as exportações dos seus produtos para Portugal e vice-versa. José Severino disse que o país, ao entrar para Zona do Comércio Livre da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), passa a ser mais competitivo na região.

 

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