Quinta-feira, 4 de Junho de 2020
menu
27 de janeiro de 2016

Manuel Augusto defende maior acção da comunidade internacional na resolução dos conflitos

Discursando no Debate Aberto Ministerial do Conselho de Segurança sobre a situação no Médio Oriente, o dirigente angolano afiançou que o colapso da autoridade do Estado agravou ainda mais as divisões sectárias, com as pessoas, em tempo de insegurança e incerteza, a inclinarem-se para as suas filiações étnicas e religiosas.

De acordo com Manuel Augusto, actualmente, a questão mais premente no Médio Oriente é derrotar os grupos extremistas radicais, a fim de facilitar a resolução pacífica dos conflitos prevalecentes e evitar o cenário de consolidação de um Estado Islâmico, sendo, para tal, imperioso intensificar a cooperação política, diplomática, militar e económica entre os países.

Neste contexto, considerou a paz entre Israel e Palestina como elemento importante para a ordem e a estabilidade no Médio Oriente e uma ferramenta eficaz para o fim do recrutamento de extremistas radicais na região.

O Secretário de Estado lamentou a intensificação das políticas israelitas de alargamento dos assentamentos e a opressão e governação ilegal de milhões de palestinos, assim como apelou à Palestina a renunciar a violência e reconhecer Israel, com vista a viabilizar a solução de dois Estados coabitando pacificamente.

"Reiteramos o relevante papel que o Conselho de Segurança deve desempenhar nesta questão, através da adopção de uma resolução, com parâmetros equilibrados e justos, para uma solução política para o conflito israelo-palestino", exortou.

Por outro lado, disse que com a chamada Primavera Árabe, em 2011, o mundo testemunhou os eventos ocorridos em alguns países do Norte de África e no Médio Oriente e as perspectivas de uma nova era de paz, democracia e desenvolvimento económico, cujo resultado, infelizmente, foi o colapso da autoridade do Estado, novas formas de autoritarismo, extremiso e o desmembramento das fronteiras nacionais.

Destacou os casos do Iraque, Líbia, Síria e Iémen, que, segundo o responsável,  apresentam estruturas de Estado desintegradas, territórios divididos entre as áreas controladas por governos legítimos e grupos armados não-estatais e terroristas do Estado Islâmico, Al-Qaeda,  Al-Nusra, entre outros.

Na sua óptica, a solução para esses problemas deverá passar por um impulso decisivo e sincero das potências regionais e mundiais no sentido de esmagar o terrorismo e procurar soluções políticas para os conflitos.

Durante a reunião, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, criticou a continuação da colonização israelita na Cisjordânia ocupada e exigiu o fim da construção de assentamentos, considerando-os iniciativas provocatórias susceptíveis de aumentar a tensão e minar qualquer perspectiva de uma solução política para o conflito.

A maioria dos oradores também condenou a política de assentimentos levada a cabo pelas autoridades israelitas, bem como a falta de vontade política para solucionar o conflito por via negocial. Os Estados Unidos da América, principal aliado de Israel, tomou uma posição paternalista em relação às acções israelitas, como vem sendo prática.

O Debate Aberto foi presidido pelo Ministro das Relações Exteriores do Uruguai, Rodolfo Nin Novoa, na qualidade de presidente do Conselho de Segurança para o mês de Janeiro, e contou com as presenças do Ministro das Relações Exteriores do Senegal, Mankeur  Ndiaye, e da vice-ministra das Relações Exteriores da Ucrânia, Olena Zerkal. Os demais países membros do Conselho de Segurança e das Nações Unidas  foram representados pelos seus embaixadores.

Este foi o segundo e último Debate Aberto do mês de Janeiro. O primeiro ocorreu no dia 19, e foi sobre a protecção de civis.

Angola vai assumir a presidência do Conselho de Segurança das Nações Unidas em Março.

Notícias

3 de maio de 2019
Actual reforma da justiça é a mais profunda da história do país - Rui Ferreira

A reforma que está a ser operada no sector da justiça em Angola é a mais profunda, desde a data da independência nacional (11 de Novembro de 1975), na organização do poder judicial do Estado, mormente dos tribunais que integram a sua jurisdição.


3 de maio de 2019
Ministro reitera compromisso de uma imprensa mais plural

O ministro da comunicação social, João Melo, reiterou, ser compromisso do seu pelouro continuar a criar condições para um sistema de comunicação livre, plural, aberto, sério, credível e diversificado.


3 de maio de 2019
PR desloca-se ao Namibe e Cunene

Luanda - O Presidente da República, João Lourenço, desloca-se sexta-feira (3), em visitas de trabalho, às províncias do Namibe e Cunene.


22 de agosto de 2018
Fórum económico entusiasma alemãs

Empresários alemães estão entusiasmados em participar no fórum  económico, a ser aberto hoje pelo Presidente João Lourenço, afirmou  ontem, em Berlim, o ministro das Relações Exteriores.


AngolaConsuladoServiçosComunicadosAudiências