Sábado, 28 de Novembro de 2020
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13 de novembro de 2020

País ganha primeira Academia Diplomática

Ao falar aos jornalistas, depois de inaugurar a instituição, que tem o nome do falecido diplomata Venâncio de Moura, o Presidente João Lourenço disse que a instituição dispõe de valências que vão permitir, doravante, os quadros ligados à diplomacia exercerem as funções com maior qualidade.
Apesar deste investimento, que visa dotar os diplomatas de mais valências, para fazer face aos desafios actuais do sector, João Lourenço salientou que "a diplomacia angolana vem registando sucessos desde 1975”."A nossa diplomacia só teve sucesso ao longo dos 45 anos de existência do país e acreditamos que, com a inauguração desta academia, com certeza, o trabalho futuro passará a ser ainda melhor, uma vez que teremos quadros melhor acompanhados”, frisou.

O Chefe de Estado considerou que a diplomacia angolana, de uma maneira geral, está muito bem e atribuiu esse mérito a todos os cidadãos ligados ao sector, desde dirigentes aos quadros do Ministério das Relações Exteriores.Referiu que os Estados, regra geral, dão grande importância à diplomacia, por ser ela que acaba por estabelecer as boas relações de amizade e de cooperação com outros povos. "É a diplomacia que previne as guerras. E, no caso das guerras, é a diplomacia que acaba com elas”, frisou.

A aposta neste sector e em outros, prosseguiu, é um processo que vem acontecendo ao longo dos anos, não podendo, por isso, considerar-se que esteja a acontecer apenas agora. O Titular do Poder Executivo disse tratar-se de um processo que deve ser considerado como necessidade permanente.
Diplomacia económica
O Presidente da República salientou que a diplomacia nacional tem trabalhado em todos os domínios, mas reconheceu haver ainda muito por se fazer no domínio económico. "Nesta matéria, devo dizer que temos muito que trabalhar. Ainda temos um caminho longo a percorrer, mas a creditamos, também, que vamos ter sucessos”, admitiu.João Lourenço disse ter sido por isso que vem prestando, desde 2017, uma atenção particular à diplomacia económica, com o objectivo de lhe dar outro curso. "Como sabem, o Chefe de Estado, no fundo, acaba por ser o primeiro diplomata do país”, referiu.

  Matriz curricular da academia

A Academia Diplomática, localizada na Centralidade do Kilamba, resulta da extinção do Instituto Superior de Relações Internacionais, surgido em 2017.A instituição, que surge no âmbito da reforma em curso no subsistema do Ensino Superior, vai manter a mesma matriz curricular virada à diplomacia e às relações internacionais.Orçada em cerca de 16 milhões de dólares, a obra, executada em 19 meses, é uma doação do Governo chinês, no âmbito dos acordos de cooperação existentes entre os dois países. 

A instituição é composta por 11 edifícios construídos numa área de quatro hectares. Dispõe de 29 salas de aula com capacidade para albergar, anualmente, 1.800 formandos nos três períodos. Conta com dois laboratórios de informática, com capacidade para 28 computadores cada, dois de línguas para 25 estudantes, uma sala de prática consular, outra de prática de protocolo e cerimonial, além de uma biblioteca.

A instituição vai rentabilizar as instalações com a realização de vários cursos de especialização, nos diferentes níveis, nomeadamente de produção científica e prestação de serviço de consultoria, através do Centro de Estudos Internacionais e o Departamento de Estudos Aplicados.Na esteira do que afirmou o Presidente da República, o ministro das Relações Exteriores disse que a Academia Diplomática vai trazer qualidade na actividade diplomática. Téte António sublinhou que "as relações internacionais também são uma ciência”.

O embaixador da China em Angola disse que o seu país dispõe de uma instituição semelhante e, nessa perspectiva, prometeu cooperação no âmbito da docência.O embaixador reformado Brito Sozinho considerou a Academia Diplomática uma mais valia para o sector, na medida em que vai permitir reciclar quadros do sector. "Fez muita falta no nosso tempo”, disse.O director da instituição, José Alves Primo, esclareceu que o curso de licenciatura em Relações Internacionais vai passar para a esfera do Ensino Superior. "Nós vamos dedicar-nos à investigação científica e formação especializada”, esclareceu.

Notícias

13 de novembro de 2020
País ganha primeira Academia Diplomática

O Presidente da República afirmou, em Luanda, que o trabalho de diplomacia realizado pelo Estado angolano vai atingir melhores níveis, com a inauguração, ontem, da primeira Academia Diplomática do país.


21 de setembro de 2020
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