Resolução da AN aprova ratificação da Carta da Renascença Cultural de África
Este pressuposto está expresso no Diário da República de 30 de Dezembro do ano transacto, referindo que a Carta da Renascença Cultural de África surge em substituição da Carta Cultural de África, a qual a Republica de Angola aderiu através da Resolução nº 8/84, de 18 de Julho, da Assembleia Nacional.
A Carta da Renascença Cultural de África permite incrementar nos Estados Membros, o espírito do Pan-africanismo, assim como reforçar as suas políticas nacionais no domínio das artes e da cultura que irão, por sua vez, contribuir para o alcance da integração sócio -económica e cultural do continente.
De acordo com o documento a Carta da Renascença Cultural de África assenta nas premissas de que a cultura constitui para os povos africanos o meio mais seguro de promover o desenvolvimento tecnológico e a resposta mais eficiente aos desafios da globalização, assim como ao facto que a diversidade cultural e unidade africanas são um factor de espírito e força no desenvolvimento económico africano.
Ao ratificar este instrumento a República de Angola tem o propósito de encorajar a cooperação cultural entre os Estados Membros, com vista ao reforço da unidade africana , bem como encorajar o diálogo entre culturas, promover , em cada país, a popularização da ciência e da tecnologia, incluindo sistemas do conhecimento tradicional como condição para uma melhor compreensão e preservação do património cultural e natural.
Encorajar a cooperação cultural internacional para uma melhor compreensão entre os povos dentro e fora de África , reforçar o papel da cultura na promoção da paz e da governação , assim como desenvolver todos os valores dinâmicos da herança cultural africana que promova os direitos do homem, a coesão social e o desenvolvimento humanos, são outros dos objectivos preconizados pela República de Angola.
A Carta da Renascença Cultural de África permitirá a afirmação da identidade cultural de todos os povos a África no domínio do uso das línguas nacionais, da assistência à criação e expressão artísticas, da cooperação cultural inter-africana e a diáspora africana.
Este pressuposto será materializado mediante o desenvolvimento das línguas africanas, a fim da garantir o seu avanço cultural e aceleração do seu desenvolvimento económico e social, a implementação de reformas para a introdução de línguas africanas no currículo de educação tomando em consideração os requisitos da coesão social, do progresso da tecnologia e da integração regional africana.
O documento aponta ainda o estabelecimento de instituições e estruturas que promovam o reforço da criatividade e expressão artística, a prestação da assistência financeira técnica e de outras formas de apoio para estimular a criação e a expressão artística, de preferência através do estabelecimento de fundos nacionais para a promoção da cultura e das artes.
Notícias
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