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21 de março de 2016

Resolução da AN aprova ratificação da Carta da Renascença Cultural de África

Este pressuposto está expresso no Diário da República de 30 de Dezembro do ano transacto,  referindo que a Carta da Renascença Cultural de África surge em substituição da Carta Cultural de  África, a qual a Republica de Angola  aderiu através da Resolução  nº 8/84, de 18 de Julho, da Assembleia Nacional.

A  Carta da Renascença Cultural de África permite incrementar nos Estados Membros, o espírito do Pan-africanismo, assim como reforçar as suas políticas nacionais no domínio das artes e da cultura que irão, por sua vez, contribuir para o alcance da integração sócio -económica e cultural do continente.

 De  acordo com o documento a Carta da Renascença Cultural de África assenta nas premissas de que a cultura constitui  para os povos africanos o meio mais seguro de promover o desenvolvimento tecnológico e a resposta  mais eficiente aos desafios da globalização, assim como  ao facto que a diversidade cultural e unidade africanas  são um factor de espírito e força no desenvolvimento económico africano.

 Ao ratificar este instrumento a República de Angola  tem o  propósito de encorajar a cooperação cultural entre os Estados Membros, com vista ao reforço da unidade  africana , bem como  encorajar o diálogo  entre culturas,  promover , em cada país, a popularização da ciência e da tecnologia, incluindo sistemas do conhecimento  tradicional como condição para uma melhor compreensão  e preservação do património cultural e natural.

Encorajar a cooperação cultural internacional para uma melhor compreensão entre os povos dentro e fora de África , reforçar o papel da cultura na promoção da paz e da governação , assim como desenvolver todos os valores dinâmicos  da herança cultural africana que promova os direitos do homem, a coesão social e o desenvolvimento humanos, são outros dos objectivos preconizados pela República de Angola.

 A Carta da Renascença Cultural de África permitirá a afirmação da identidade cultural de todos os povos a África no domínio do uso das línguas nacionais, da assistência à criação e expressão artísticas, da cooperação  cultural inter-africana e a diáspora africana.

Este pressuposto será materializado mediante  o desenvolvimento das línguas africanas, a fim da garantir o seu avanço cultural e aceleração  do seu desenvolvimento  económico e social, a implementação  de reformas para a  introdução de línguas africanas no currículo de educação  tomando em consideração  os requisitos da coesão  social, do progresso da tecnologia e da integração  regional africana.

 O documento aponta ainda o estabelecimento de instituições e estruturas que promovam  o reforço da criatividade e expressão artística,  a prestação  da assistência  financeira técnica e de outras formas de apoio  para estimular a criação e a expressão artística, de preferência através do estabelecimento de fundos  nacionais  para a promoção da cultura e das artes.

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