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25 de maio de 2017

Variedade biológica angolana é das mais ricas do continente

O país possui uma Estratégia e Plano de Acção Nacional para a  Biodiversidade, que propõe medidas que visam assegurar a conservação e o  uso sustentável das componentes da diversidade biológica, que permitem a  partilha justa e equitativa dos benefícios provenientes da utilização  dos recursos biológicos. Para além de aspectos de melhoria da legislação  e do reforço institucional, a Estratégia e Plano de Acção Nacional para  a Biodiversidade cobre diversas outras áreas, com relevância para as  alterações climáticas. Desde a sua criação, permitiram a identificação  de sectores chave para o conhecimento e para a conservação da  biodiversidade angolana.

 Este ano, o Mundo assinala o Dia da  Biodiversidade em ligação com turismo, uma vez que 2017 foi declarado  pela Assembleia-Geral das Nações Unidas como o “Ano Internacional do  Turismo Sustentável para o Desenvolvimento”.  Em declarações ao  Jornal de Angola a propósito da efeméride, o ambientalista Vladimir  Russo, director executivo da Fundação Kissama, considera que Angola  continua a ser um país rico em matéria de diversidade de espécies da  flora e da fauna, muitas das quais ainda por identificar e conhecer.

  Vladimir Russo caracterizou a biodiversidade em vários aspectos,  ressaltando que nos últimos anos têm sido realizados trabalhos de  investigação que permitem, por um lado, conhecer e compreender  determinadas espécies (principalmente insectos, répteis e plantas), e  por outro lado, permitem uma melhor compreensão do estado da  biodiversidade. Outro factor que importa realçar é a caça furtiva.  Esta prática tem aumentado vertiginosamente, sustentando os mercados de  carne de caça e o tráfico de espécies, particularmente aves, além de  dentes de marfim, peles e ossos. Segundo Vladimir Russo, o resultado  desta prática é visível em praticamente todas as estradas nacionais do  país, onde a carne de caça de várias espécies de animais está à venda. 

 Destas espécies destacou os pequenos roedores, mamíferos de pequeno e  médio porte, répteis como pangolins e cágados, e símios.O ambientalista  alerta para outros factores que caracterizam o estado da biodiversidade  em Angola, a começar pelo uso desregrado dos recursos naturais, quer  pelo derrube de árvores, para desenvolvimento agrícola e expansão  urbana, quer por queimadas que colocam pressão sobre os ecossistemas dos  animais, que resultam na diminuição dos indivíduos e num aumento do  conflito entre seres humanos e animais, destacando-se o confronto com  elefantes, hipopótamos e crocodilos. Apesar de ter havido algum  investimento na protecção da vida selvagem, particularmente dentro das  áreas protegidas, há cada vez mais pressão sobre os recursos naturais,  facto que põe em perigo a sobrevivência de muitas espécies. Vladimir  Russo citou a Palanca Negra  Gigante e as tartarugas marinhas entre as  espécies consideradas emblemáticas que mais têm sofrido com esta  situação, devido à sua vulnerabilidade.

A Palanca Negra Gigante é  afectada pela caça furtiva com armadilhas e armas de fogo, enquanto as  tartarugas marinhas são capturadas pelas redes de pesca e na altura da  desova. O manatim africano é outra espécie ameaçada pela caça furtiva e  pela diminuição do caudal dos rios e lagoas. Vladimir Russo lembrou  ainda que existem mais espécies que estão sob ameaça, com destaque para  as aves. O ambientalista considera que, embora não existam estudos  concretos, é notória a degradação de importantes habitats para as aves,  como por exemplo o Saco dos Flamingos e o Ilhéu dos Pássaros em Luanda, a  floresta da Kumbira no Cuanza Sul e o Monte do Moco no Huambo.

Estes  dois últimos locais albergam muitas espécies endémicas de Angola. “É  altura de desenvolver a componente de recursos humanos para que se possa  fazer uma melhor gestão da nossa biodiversidade, particularmente aquela  que existe dentro das áreas de conservação”, apelou. Vladimir  Russo disse  que os fiscais devem ter mais formação, equipamento e  salários condignos. “Não adianta continuar a criar parques para cumprir  no papel as Metas de Aichi, mas sim fortalecer a rede nacional de áreas  protegidas para perpetuar a existência da vida selvagem no nosso país,  cuja gestão pode, no futuro, ajudar no fomento do turismo”, concluiu o  ambientalista.


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