Vice-presidente de Angola na Cimeira sobre Alterações Climáticas
Manuel Vicente representou o Presidente da República, José Eduardo dos Santos, no fórum que visa alcançar um novo acordo sobre o clima.
O evento contou com a presença de cerca de 150 Chefes de Estados e de Governo.
Entre os estadistas destacam-se, além dos europeus, o dos Estados Unidos da América (Barak Obama), da Rússia (Vladimir Putin), China (Xi jinping), India (Narandra Modi), Brasil (Dilma Roussef) e África do Sul (Jacob Zuma), bem como da Coreia do Sul (Park Feun-hye).
Nas suas intervenções, os representantes dos 195 Estados membros das Nações Unidas renderam homenagem às vítimas dos atentados terroristas de 13 de Novembro, em Paris, de que resultaram 130 mortos e 350 feridos.
Os líderes mundiais manifestaram interesse em reforçar a cooperação no combate ao terrorismo, reduzir a emissão de gases de efeito de estufa e, em suma, mitigar os impactos nefastos das alterações climáticas, que afectam todos os países.
Angola, na voz do Vice-presidente da República, apelou para que todas as Nações do mundo assegurem, em conjunto, a protecção e a preservação do sistema climático, como um bem do qual a humanidade depende.
Considerou a Cimeira sobre Alterações Climáticas de Paris uma oportunidade soberana para adoptar um acordo que limite a 1.5ºC o aquecimento do Globo.
Manuel Vicente informou que Angola tem adoptado uma legislação ambiental moderna e programas educacionais que visam inibir acções devastadoras do meio ambiente e criar no país uma consciência de sustentabilidade ambiental.
Num debate sobre resiliência ambiente, com a presença do secretário-geral das Nações Unidas e representantes da União Africana, o Vice-presidente de Angola defendeu a necessidade de os países menos avançados beneficiarem de financiamentos para reduzir os impactos ambientais, por serem os que mais sofrem com as alterações climáticas.
O estadista chinês, Xi Jinping, citou a máxima de Victor Hugo, segundo a qual "os problemas extremos merecem soluções extremas" e prometeu uma contribuição de cerca de cem milhões de dólares para ajudar os países menos desenvolvidos a reduzir o impacto das alterações climáticas.
O Presidente Barak Obama, dos Estados Unidos da América, reafirmou o compromisso do seu país em reduzir as emissões de gás de efeito de estufa e fala da necessidade de construir-se um "mundo melhor para as crianças".
O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, apontou as alterações climáticas como um dos graves problemas actuais da humanidade, pelas suas nefastas consequências, e disse que o seu país tem contribuindo para um mundo melhor modernizando a sua economia e reduzindo a poluição.
Os trabalhos da também designada 21ª conferência das partes (COP 21) da convenção quadro das Nações Unidas sobre alterações climáticas vão prosseguir até ao dia 11 deste mês, em Paris, a nível de ministros e técnicos, a procura de consensos para um novo acordo mundial sobre o clima.
Espera-se que o pacto estabeleça a redução da emissão de gases de efeito de estufa no período 2020 a 2050 e evite que a média de aquecimento global ultrapasse os dois graus centígrados (2ºC).
A agenda prevê ainda analisar a problemática da transferência de tecnologia e a mobilização de fundos para fazer face as alterações climáticas, principalmente nos países menos avançados.
Notícias
A reforma que está a ser operada no sector da justiça em Angola é a mais profunda, desde a data da independência nacional (11 de Novembro de 1975), na organização do poder judicial do Estado, mormente dos tribunais que integram a sua jurisdição.
O ministro da comunicação social, João Melo, reiterou, ser compromisso do seu pelouro continuar a criar condições para um sistema de comunicação livre, plural, aberto, sério, credível e diversificado.
Luanda - O Presidente da República, João Lourenço, desloca-se sexta-feira (3), em visitas de trabalho, às províncias do Namibe e Cunene.
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